24.3.10

MATILDE

Neste lindo dia de Primavera, 23 de Março de 2010, pelas 8,40 horas, nasceu Matilde, a minha bisneta tão esperada.
Numa 3ª feira, 23-3, pesando 3,630 kg, no quarto 513.
Há quase 30 anos que não nascia uma menina na família, só netos e bisneto rapazes, por isso o rosa tem sido a nossa côr de eleição.
Estou sem palavras, mas não queria deixar passar este dia sem partilhar esta bênção.

28.2.10

Águas Tristes


Hoje, na Marginal, à volta de um almoço de "cozido", junto à Parede

25.2.10

Alegro



Aqui está ele, o meu último brinquedo, não há como continuar a brincar para nos sentirmos vivos




10.2.10

Por Entre os Narcisos...






...Cavalo À Solta


p+


...à procura da ternura

9.2.10

NARCISOS!

A foto tirei hoje, com o telemóvel, o "poema" foi escrito em 25-04-1971 por mim.
O que podem fazer amores impossíveis..., como os narcisos, só duram o tempo dum poema.

Narciso nasceste,
Mais belo cresceste,
Narciso vieste!
Mais belo ficaste,
Narciso te achei.
Tão triste te foste.
Tão belo e tão triste…
Narciso morreste.



6.2.10

"Alguém me contou..."



" O Regresso dos Demónios"

...era quarta-feira...os monstros da semana chegavam devagar, os sons, os gestos, as dores...

( continua no
Postado a Limpo )


5.2.10

A Rosa Lobato de Faria


Numa singela homenagem a uma Senhora que nos deixou,

uma canção que ela escreveu, pouco conhecida, e que me foi oferecida por um amigo, que a canta, em fado.

(Foi tirada directamente do CD, motivo pelo qual a pontuação e métrica podem não estar correctas, e peço desculpa.)



ROMEIRO

Romeiro fui de terra em terra,
De bar em bar de porto em porto.
Andei no Mar, andei na guerra.
De mão em mão, de corpo em corpo.

Pisei salões, caí na rua.
Estive no Paço e na prisão.
Dias com Sol, noites sem Lua,
E não achei consolação.

E agora apenas quero Paz,
Olhar p’ra trás
Dizer Adeus.
E ver a calma que persigo,
Em paz comigo
Em paz contigo
Em paz com Deus.

Perante o mal, fiquei inerte.
Tive um punhal, não ataquei.
Andei cansado de perder,
Tive um amor e não me achei

Ninguém me disse quem eu era
Nem porque vim aqui parar.
Passei a vida à tua espera
Quando te vi não soube amar.

E agora apenas quero Paz,
Olhar p’ra trás
Dizer adeus.
Viver a calma que persigo,
Em paz comigo
Em paz contigo
Em paz com Deus.

Lembrando...


A sua benção, meu pai!
Faria hoje 102 anos.
Tal como minha mãe, aquário de signo, como eu.

27.1.10

Subtis Lembranças



(Foto minha com o avô Eduardo)

Foram as palavras certas, como uma chave que abrisse o passado cheio de ferrugem.
Rangeram as palavras aprisionadas num resignado esquecimento,voltaram os tempos das lembranças, os 30 e 40, os da minha meninice.

Teria quatro, cinco anos? o avô materno, homem sereno de voz tranquila, tinha morrido.
Sempre me lembrava dele sentado numa cadeira ao pé da braseira na loja de minha mãe, ou à fornalha da oficina onde batia chapa.
Os pais decidiram levar-me para casa da minha avó paterna nos primeiros dias de luto, fazia-se uma mala com a roupinha necessária, em cima duma cadeira junto à porta do quintal.
Poucos dias antes minha mãe comprara-me uns "soquetes" de uma das cores do arco-íris, vermelhas ou amarelas, disso já não me lembro, fui buscá-las e coloquei-as na mala, mas a mãe disse que aquelas eram muito garridas e nós estávamos de luto (as crianças naquela época vestiam de negro também) e voltou a metê-las na gaveta.
É a lembrança mais antiga, SEI exactamente onde voltei, sorrateiramente, a esconder os soquetes, escondidos debaixo da roupa, na mala que estava em cima duma cadeira, junto à porta do quintal.
Não esqueci também o sorriso meigo de minha mãe, que tudo viu, e deixou que uma das cores do arco-iris fosse mais importante do que o negro do luto, afinal eu era uma menininha e tinha muitos anos pela frente para ter saudades do olhar meigo do meu avô, que espreita agora através do sorriso do meu filho.

Modestas palavras estas que dedico a quem me fez lembrar e escrever a mais antiga lembrança duma vida já longa de quase 77 anos,
para ti "bettips", com um beijo,
theo

24.1.10

A minha Mãe



Faria hoje 100 anos, a minha mãe.
e no meu coração, com muita saudade,
acendo a lamparina

a Santa Rita, de quem era devota.

21.1.10

Reflexão

Estou triste...realmente triste!
como é possível que depois de tantas coisas minimamente interessantes eu possa ter deixado mumificar as ideias, o poder criativo, a transmição de vivências e pensamentos!!!
Encolhi em mim mesma, virei-me para dentro, como caracol açoitado.
Vejo telenovelas em que o meu sentido crítico me diz que são tristemente inferiores à minha procura intlectual de alimento.
Faltam-me as conversas com amigos que me podem enriquecer...
Interiorizo os sentimentos que podiam dar voz a textos interesantes e enriquecer aqueles que podiam estar dispostos a olhar...
Prometo a mim mesma dar a volta, respirar fundo e voltar à luta, mas continuo a passo lento, encolhida em mim mesma, em posição fectal...
Nada prometo, apenas que estou atenta.

4.12.09

E porque é Natal...


DESEJO MUITO AMOR E ALEGRIA
NESTE NATAL
E
UM ANO NOVO
COM AQUELAS COISAS BOAS
QUE NOS FAZEM SENTIR
FELIZES

Moldura de fotos. Winter Forest

29.11.09

Ternura

Moldura de fotos. Flowers Hearts


ESCUTANDO MATILDE!
poderia ser esta a legenda, não fora eu saber que se trata do meu bisneto a tentar sentir a mana...

9.11.09

Dia de aniversário




Sejam benvindos à comemoração do 5º aniversário deste blog, que foi graças a vocês que ele permaneceu até hoje como um elo de Amizade, na esperança que assim continue por longos e carinhosos anos.
Com grande afecto,
a vossa bisa
theo

31.10.09

Ao cair da folha

Chegou o Outono, e com ele o desejo de partilhar momentos mais aconchegados.

2.6.09

Conto de Junho


Memória de Elefante

Eram várias as recordações que tinha das colegas de escola, principalmente dos últimos anos.
Havia a Olívia, que morava na rua Fernão de Tomás, bem perto daquela loja que vendia os casacos de peles mais cobiçados dos seus quatorze anos.
A Odete que alimentava os gatos vádios do seu quarto andar com latas de comida e água, morava na Rua da Madeira, no Porto, claro.
A Natália e a Cândida, irmãs ricas, viviam numa vivenda na parte chique da cidade, e os lanches eram qualquer coisa que ela não podia ter na sua humilde casa de um só piso, nas traseiras da loja onde a mãe tentava equilibrar as finanças de divorciada.
Mas aquela que ela nunca esquecera fora a Leonor, que morava lá no alto da Rua Stº Ildefonso, num quarto andar de escadas a ranger a cada passada, onde ia fazer os deveres de casa quando a matéria era de difícil explicação.
Ao descer, sempre mas sempre, Leonor a empurrava cada degrau de escada, com risco de a fazer cair perigosamente. Conseguia ser rápida de modo que nunca houvera perigo de maior, mas a sensação permanecera e nunca esquecera aquela iminência de perigo, ao ponto de ainda hoje, passados cinquenta anos, de vez em quando, sonhar com qualquer coisa de semelhante como a vertigem de uma escada a ser galgada de quatro em quatro.
Estivera internada com uma depressão ou esgotamento, não sabia ao certo, resolvera voltar ao Porto para encontrar um motivo para continuar, para se encontrar entre o presente e o passado.
Aproveitou as festas de S. João, em visita a familiares e amigos, apreciando cada cheiro, cada esquina, recordando os velhos cantos, admirando cada melhoramento, lamentando as degradações de uma face da cidade que já fora bela, onde brincara “à macaca” na sua meninice, a escola primária, o jardim onde ia nas tardes de verão…
Certa tarde a caminho do jardim de 24 de Agosto, ao passar pela Rua Stº Ildefonso, quem vê com espanto a sair de uma casa que lhe parecia familiar? A Leonor!
Ficam indecisas, olhando-se mutuamente, hesitando em acreditar…e acabam por, olhando melhor, se cumprimentar, reconhecidas pela juventude já perdida nas rugas de cada uma.
O barulho da rua apagou as palavras e o grito de Leonor, no preciso momento em que passava um autocarro e um braço imitou um gesto de infância, tornado trauma, e a empurrou com um mudo brado libertador.

15.5.09

Um "conto" para Isabella


Sabendo que a IO apreciava de certo modo as "estórias" que aqui em tempos postei, como prendinha de aniversário escrivinhei para ela expressamente um pequeno devaneio, com desejos de muita saúde e alegria.

Parabéns querida amiga!


Um conto para Isabella

"Ainda era cedo, olhou vagamente para o tempo que fazia lá fora, queria escolher um vestido com o qual se sentisse confortável, mas que lhe desse um ar sofisticadamente descuidado.
Adorava preguiçar nos preparativos para um encontro, dava-lhe uma espécie de autodomínio, de poder sobre o outro, de controlo nos gestos e nas palavras que diria fosse em que circunstâncias fossem.
O banho fora demorado e tépido, languidamente passara o perfume atrás das orelhas e nos pulsos, a maquillage cuidada e discreta, o penteado solto pelos ombros num emoldurado brilhante e sedoso.
Tinha emagrecido um pouco, o suficiente para o vestido lhe deslizar pelas curvas suaves e douradas.
O relógio batia agora as sete, ainda a tempo de escolher os sapatos, carteira e demais acessórios a condizer.
Para combinar com a seda azul-noite do vestido, pérolas nos brincos e numa enfiada longa quase até à cintura nas costas nuas.
Uma pequena casaca de veludo estampado protegia-a dos humores da noite.
Faltavam dez para as oito quando desceu as escadas, pausadamente.
Tarefa acabada, descendo degrau a degrau foi interiorizando os sentimentos até se admirar que nenhuma exaltação se tinha apoderado de si com a conquista feita.
Deitou um pouco de whisky num copo e sem gelo, bebeu-o de um trago. Sentiu o calor descer pela garganta e a cabeça encher-se de ideias.
Foi então que tomou a decisão que a levou ao riso, depois à gargalhada e finalmente à paz.
Via agora como ele era mesquinho e vulgar, como o seu riso era fácil e alarve, o seu olhar não tinha ternura nem amizade e os seus gestos não tinham a doçura dum carinho.
Toda a tarde a tinha inquietado um mal-estar, um não sei quê que só agora conseguia definir como uma profunda desilusão.
Tinha esperado tempo demais, recusara amores e amantes…mas agora finalmente sentia-se livre, justamente no momento em que conseguira chamar-lhe a atenção e aceitara o seu tão esperado convite.
Rodou na mão o copo de novo vazio, que pousou na mesinha, descalçou os sapatos e estendeu-se no sofá, despojou-se das jóias e fechou os olhos, sorrindo.
Sorria ainda quando a campainha tocou e tocou e tocou… "


29.3.09

No Príncipe Real


É um jardim mágico, onde o passado permanece, com seu perfume, ambiente e vozes.
Foi lá que reencontrei o Enric Vives-Rubio, para uma sessão de fotos, depois de Sines (Festival de Músicas do Mundo-2007).
O projecto era uma reportagem sobre as novas tecnologias, na Pública, do Público.
Dei o meu contributo, como pude e soube, e cêdo recebi o carinho de amigos,
Gil e Miguel, *entre outros.
Para que vocês saibam do que estou a falar aqui coloco a foto da página em questão.
Tenho pena que a Sebenta poste desalinhado, e que eu não saiba de todo como remediar o defeito, por isso vá colocar no
Postado a limpo o que aqui relato.

Quero agradecer a Lurdes Ferreira a deferência e a Enric a lembrança, dando voz a uma realidade que vai sendo cada vez mais comum nos nossos dias, o recurso às novas tecnologias para fins sociais, ferramenta de novos e velhos no seu dia a dia.

O meu agradecimento sincero e a esperança de que tenha sido um meio de divulgação do que aquilo que temos ao nosso alcance possa jogar em benefício da nossa felicidade e enriquecimento.
* e nunca tarde, pelo contrário,sempre atempadamente o da IO, no chuinga7

8.11.08

Solidariedade



Eu sei que muitos já viram, mas não deixa de ser espantoso.
Não gostaria de ver esta entreajuda nos humanos? eu gostaria.
Um bom fim-de-semana!

31.10.08

e vai mais um, da kuskas

Eu agora também estou aqui...embarquei sem bagagem, à aventura...lol