4.11.07

Livros-os escusados


Já lá vai um mês, eu sei, e isto de "cadeias" o melhor é livrarmo-nos delas o mais rápido possível, senão não tem piada.
Me desculpem portanto.
Faltam mencionar os livros de que não gostei, foram alguns, que deixei a meio pois não perdi tempo com a leitura, uns que não entendi, outros que desfasados no tempo não me interessaram de todo, como foi o caso de "O Vermelho e o Negro", de Stendhal.
Já aqui falei do que me aconteceu com o "Escuta Zé Ninguém", que detestei, mas com o qual me reconciliei mais tarde.
De Maria Velho da Costa não consegui ler o "Maina Mendes", recusa intelectual que perdura até hoje.
Um outro foi a "Fanny Owen", de Agustina Bessa Luís.
Também me não agradou a leitura do "Homem Duplicado", de José Saramago, talvez esperasse mais dele.
E por aqui me fico, sem no entanto vos dizer que toda a leitura é proveitosa, mais não seja para aferirmos os nossos conhecimentos e adquirirmos alguns.

1.10.07

Livros-os autores






Começo com:

“Os Nós e os Laços” de António Alçada Batista
(o eterno amante da Mulher)

De José Saramago são vários os livros que eu podia aqui mencionar, sou fã…
“O Memorial do Convento”, por ter sido o primeiro que dele li.

De como a leitura pode ser um acto de puro divertimento com
Miguel Esteves Cardoso em “A Causa das Coisas”.

A escrita no feminino de Isabel Allende, em “De Amor e de Sombra”, ou qualquer outro dela, escrita que muito aprecio.

O reinventar da língua portuguesa com Mia Couto, por exemplo em “Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra”.

E volto à psicologia com Daniel Sampaio…”Inventem-se Novos Pais”

Já o “Erro de Descartes”, de António Damásio, é para estudar com muita atenção.

Voltando ao feminino , e porque gostei muito do filme…”A Festa de Babette”, de Karen Blixen.

Para finalizar, não podia deixar de mencionar um livro que aparentemenrte parece um livro infantil, mas não é, tem muito a nos ensinar, falo de “O Principezinho”, de Antoine de Saint-Exupéry

24.9.07

Livros-Os Policiais





Foi com os policiais que desenvolvi as minhas capacidades “detectivescas”.
Nas longas e intermitentes horas dum emprego da altura “consumi” tudo que era fácil de ler.
Creio ter lido a obra completa de Agatha Christie, entre outros.
A minha imaginação compunha cenários, personagens e às vezes até arranjava finais bem mais interessantes do que os originais.
Sempre tive uma imaginação muito fértil, um dos jogos que partilhava com alguns amigos era sugerirmos um cenário e inventarmos uma estória.
Hercule Poirot e Maigret são os meus preferidos, já Sherlock Holmes não era tão apreciado. Mas foi Miss Marple a que me deu a conhecer o famoso "country" inglês, os seus costumes, o seu ambiente muito próprio.
A fase seguinte é variada, posso dizer que é uma fase de Autores.

19.9.07

Livros-a procura do Eu





Quando eu, gostando do meu marido, me apaixonei por um amigo de longa data achei, e com razão, que algo estava mal.
Foi então que depois de ter consultado um psicólogo, e chegando à conclusão que não tinha meios de fazer uma psicanálise, me debrucei sobre o tema, retirei-me para o parque de campismo de Angeiras, em pleno Inverno, e comecei a ler Pierre Daco, à procura de respostas.
Avancei devagar, pois o estava lendo na versão original, em francês.
Seguiram-se Marcuse, Erich Fromm e inevitavelmente Wilhelm Reich.
Francesco Alberoni chegou mais tarde com o seu “Enamoramento e Amor”.
Foi a procura de mim mesma que me levou até eles, mas foi em Reich que encontrei mais respostas, em todos os seus livros com excepção de “Escuta Zé Ninguém”, que detestei e com o qual só me reconciliei mais tarde, aquando da segunda leitura.
A compreensão e aceitação do outro começaram aí.
Lido também “A psicologia de massas do fascismo” e um estudo sobre o matriarcado, comecei a entender melhor o mundo, o porquê de certas atitudes, a conhecer melhor a mente humana.
Tudo o que li nesta fase foi muito importante, conhecimentos que ficaram para o resto da minha vida.

18.9.07

Livros-1ª fase











Tentando sair do marasmo a que ando votada, vou escrever algo em resposta ao desafio do Gil.
Nunca fui grande leitora, nunca o fui assiduamente, mas quando me debruço sobre um tema que me interessa, sou-o duma maneira compulsiva.
Assim é que na minha adolescência “varri” a eito a biblioteca duma senhora vizinha nos seus mais que românticos romances.
Chegava a ler de lanterna debaixo dos lençóis para minha mãe não ver.
Não me lembro de ler nada sério, da mesma maneira que nunca vi minha mãe ou pai lerem o que quer que fosse, nem os simples jornais.
Frequentei a Escola Comercial…não deu para grandes literaturas.
Não posso, portanto, citar o que quer que seja das minhas leituras dessa fase, pois nem me lembro já dos autores de tais livros.
Lembro-me vagamente de nomes como Ilse Losa ou Condessa de Ségur, mas tudo se passou há mais de sessenta anos, o que me faz candidata a perdão certo.
Depois casei e continuei a não ler nada digno de ser mencionado.
A segunda fase viria com a minha procura de mim mesma e de respostas para perguntas então tão importantes como determinantes para um caminho a seguir.