19.9.07

Livros-a procura do Eu





Quando eu, gostando do meu marido, me apaixonei por um amigo de longa data achei, e com razão, que algo estava mal.
Foi então que depois de ter consultado um psicólogo, e chegando à conclusão que não tinha meios de fazer uma psicanálise, me debrucei sobre o tema, retirei-me para o parque de campismo de Angeiras, em pleno Inverno, e comecei a ler Pierre Daco, à procura de respostas.
Avancei devagar, pois o estava lendo na versão original, em francês.
Seguiram-se Marcuse, Erich Fromm e inevitavelmente Wilhelm Reich.
Francesco Alberoni chegou mais tarde com o seu “Enamoramento e Amor”.
Foi a procura de mim mesma que me levou até eles, mas foi em Reich que encontrei mais respostas, em todos os seus livros com excepção de “Escuta Zé Ninguém”, que detestei e com o qual só me reconciliei mais tarde, aquando da segunda leitura.
A compreensão e aceitação do outro começaram aí.
Lido também “A psicologia de massas do fascismo” e um estudo sobre o matriarcado, comecei a entender melhor o mundo, o porquê de certas atitudes, a conhecer melhor a mente humana.
Tudo o que li nesta fase foi muito importante, conhecimentos que ficaram para o resto da minha vida.

18.9.07

Livros-1ª fase











Tentando sair do marasmo a que ando votada, vou escrever algo em resposta ao desafio do Gil.
Nunca fui grande leitora, nunca o fui assiduamente, mas quando me debruço sobre um tema que me interessa, sou-o duma maneira compulsiva.
Assim é que na minha adolescência “varri” a eito a biblioteca duma senhora vizinha nos seus mais que românticos romances.
Chegava a ler de lanterna debaixo dos lençóis para minha mãe não ver.
Não me lembro de ler nada sério, da mesma maneira que nunca vi minha mãe ou pai lerem o que quer que fosse, nem os simples jornais.
Frequentei a Escola Comercial…não deu para grandes literaturas.
Não posso, portanto, citar o que quer que seja das minhas leituras dessa fase, pois nem me lembro já dos autores de tais livros.
Lembro-me vagamente de nomes como Ilse Losa ou Condessa de Ségur, mas tudo se passou há mais de sessenta anos, o que me faz candidata a perdão certo.
Depois casei e continuei a não ler nada digno de ser mencionado.
A segunda fase viria com a minha procura de mim mesma e de respostas para perguntas então tão importantes como determinantes para um caminho a seguir.

12.9.07

Post-it


Ouvido num programa da Oprah agora mesmo, não textualmente, claro:



-Paguei 3000 dólares por um quarto num hotel e fiquei toda a noite acordada, de divisão em divisão para poder usufruir daquilo porque paguei tanto dinheiro.


O que me fez recordar uma outra atitude, de uma amiga minha, que sempre que ia às compras para a casa tinha que comprar algo que não fosse no dia seguinte pela sanita abaixo, nem que fosse uma caixa de plástico.


Eu, entretanto, tento usufruir ao máximo tudo aquilo que se me oferece ter, manusiando, cheirando, tactiando, prescrutando, tal Maude no filme "Ensina-me a Viver".

29.8.07

Florbela Espanca





Recebi por mail e embora saiba que muita gente não aprecie a sua poesia, Florbela Espanca foi uma personagem controversa que muitos respeitam e admiram.
Limitei-me apenas a fazer copy para que possam satisfazer a vossa curiosidade e ficarem a conhecer um pouco mais desta mulher cujos sentimentos são postos a nu na sua poesia.















(clique na foto para aumentar)



No meu canto...

Anda de cadeira de rodas e tem dificuldades várias.
Seu corpo contorcido obedece-lhe mal.
Ontem depois de a terem ajudado a ir à casa de banho e enquanto eu segurava na porta para ela passar ia dizendo, feliz, " que sorte que eu tenho", e sorria.
São pessoas assim que nos fazem sentir que somos ingratos com a vida...