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Era minha amiga e se chamava Naiir (assim escrito porque não há is com acento trema).
Tivemos uma relação de amizade enriquecedora e duradoura, conhecíamo-nos desde jovens, mas só depois do meu divórcio é que nos aproximamos mais, já eu vivia em Lisboa.
Apesar de ser uma mulher de fibra não conseguiu alcançar todos os seus objectivos e chegou mesmo a acomodar-se a uma vida vulgar de dona de casa tradicional.
Deixou-me a amizade dos filhos, e foi um deles que me enviou este escrito, que eu recebo como prova de afeição e que, com sua licença, aqui transcrevo.
Fazes-me falta, Naiir, tenho saudades tuas.
Não voltei a ter uma amiga assim, tão irmã como tu.
Tenho segredos para te contar, culpas para desculpabilizar, ternuras para receber.
Vives na minha saudade e na lembrança da Mulher que foste, Amiga!





